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ESPETÁCULOS DISPONÍVEIS PARA CIRCULAÇÃO

OLEANNA
De David Mamet – Encenação de Rui Dionísio

David Mamet chamou a esta obra “tragédia sobre o poder” e desenhou duas linhas paralelas que, passo a passo, rumam aos interesses individuais, das diferenças de género e classe. Incapazes de se tocarem em ponto algum extinguem qualquer capacidade de compaixão ou diálogo.

Assim se compõe a alquimia de incomunicabilidade capaz de mover seres humanos, alheios às artes da guerra, a se destruírem.

Tal como no cartaz da adaptação cinematográfica:

“Seja qual for o lado que se escolha, está errado!”

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NUM PAÍS ONDE NÃO DEFENDEM OS MEUS DIREITOS, EU NÃO QUERO VIVER

De Heinrich Von Kleist, a partir de Jorge Silva Melo

Encenação de Rui Dionísio, dramaturgia de Marta Dias

Michael Kohlhaas, cidadão exemplar cuja probidade se transforma em rebelião e crime, percorre um trilho heróico que o coloca inter pares com Antígona, Édipo, Hamlet ou Fausto. Perante a injustiça, a humilhação e a destituição a que é sujeito, este negociante de cavalos dispõe-se a sacrificar tudo o que tem, incluindo a sua vida, pela restituição da ordem inicial.

Kohlhaas procura ser ressarcido através de todos os meios legais ao seu alcance, apenas para se deparar com a inoperabilidade burocrática do Estado e os caprichos da elite aristocrática que controla os poderes jurídico e executivo.

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A RECUSA DE BARTLEBY
De Ricardo Cabaça a partir de Herman Melville

Encenação de Rui Dionísio

Uma estranha mulher começa a trabalhar num escritório de escrivães, um espaço onde o quotidiano se repete incansavelmente. A presença de Bartleby abala a vida de todos aqueles com quem ela se cruza, até que o absurdo da situação aproxima os dias do caos.

Uma reflexão sobre a importância do trabalho nas nossas vidas, ao mesmo tempo que justapõe o peso da religião e do terreno nas decisões que tomamos. O tormento que consome a alma de Bartleby é o espelho de uma sociedade esgotada pela velocidade e pelo consumismo, onde as pessoas estão à deriva e à beira do abismo.

Que lugar ocupa o trabalho nas nossas vidas?

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CÁLICE DO DESCONTENTAMENTO
Encerramento das celebrações dos 50 Anos do 25 de Abril
27 de Abril – Praça de Touros Palha Blanco

Cálice do Descontentamento é um espetáculo multidisciplinar que cruza teatro, música ao vivo e testemunho documental para revisitar o período do fascismo português, a Revolução de Abril e o legado da democracia. Entre a ficção, a realidade e a memória, é uma reflexão sobre a liberdade, a resistência e a responsabilidade de preservar as conquistas de Abril.

Concebido para uma arena de tourada, transformada em metáfora do confronto entre forças políticas, sociais e humanas, o espetáculo conduz o público por uma experiência imersiva que recria a travessia clandestina da fronteira e o exílio forçado durante a ditadura. A narrativa teatral é construída a partir de investigação histórica e dos testemunhos de antigos exilados políticos, que inspiraram o texto original de Ricardo Cabaça.

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FEITO REDOL EM OITO
de Ana Lúcia Magalhães a partir de Alves Redol
Encenação de Rui Dionísio

Feito Redol em Oito é um espetáculo de exposição viva que cruza teatro, pintura e património, inspirado no universo literário de Alves Redol. A partir de oito personagens femininas da sua obra, dá voz a histórias de resistência, desigualdade e humanidade que permanecem profundamente atuais, revelando a forma como o autor soube olhar e retratar a condição humana.

Concebido para o Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, o espetáculo convida o público a mergulhar num espaço de encontro entre literatura, artes plásticas e teatro.

Mais do que um espetáculo, Feito Redol em Oito é uma homenagem ao legado de Alves Redol, uma das figuras maiores do neo-realismo português, cuja obra e compromisso cívico deram voz às realidades sociais do seu tempo e permanecem de inegável relevância.

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O CONCSERTO DEMOCRÁTICO
De Eugène Labiche, dramaturgia de Marta Dias

Música e encenação de Rui Dionísio

Comédia de costumes subversiva pontuada por números musicais contagiantes, O Concserto Democrático pretende apontar apaixonadamente a necessidade de consertar a democracia que utilizamos há 50 anos.

«Estando o país mergulhado numa crise estrutural das estruturas governativas, a Junta Autónoma de Salvação Democrática emitiu um comunicado urgente para que se organizem eleições. Os cidadãos devem eleger candidatos locais para os representarem num inovador Parlamento dos Pequeneses.»

Haverá candidatos interessados na nobre missão de representar os seus concidadãos? E será que alguém vai aparecer para votar?

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OS TRANSPARENTES
De Ondjaki, dramaturgia de Marta Dias

Encenação de Manuela Paulo

Esta é a história do homem que se torna transparente, do prédio onde vive, da sua cidade pujante, poluída, desordenada e bela.

Feita das histórias de tantas outras personagens que vivem no mesmo prédio e na cidade de contrastes que é Luanda, a obra escrita por Ondjaki em 2012, Prémio José Saramago, surge agora no palco do TEIV, testemunhando a intemporalidade do seu retrato humanista e a acutilância da sua crítica política.

Parábola que nos fala de desigualdade e abusos de poder, de amor e companheirismo, ganância e tenacidade, Os Transparentes faz-nos questionar o nosso futuro em comum, com humor, lirismo e sarcasmo.

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A ORQUESTRA NA BALEIA
De Mário João Alves

Encenação de Rui Dionísio

Inspirado no livro A Orquestra na Baleia, de Mário João Alves, este espetáculo imersivo convida o público a entrar num universo poético onde música, palavra e imagem navegam juntas.

Dentro de uma baleia-orquestra, sons ganham corpo, histórias ganham ondas e a imaginação conduz a viagem.

Criado para todas as idades, o espetáculo celebra o encontro, a escuta e o espanto.

É também uma festa: a celebração dos 40 anos da companhia Cegada, marcados pela criação artística, pela proximidade com o público e pela permanente vontade de sonhar em conjunto.

Uma experiência sensorial que envolve espaço, som e emoção.

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Ler poesia de outra maneira – A DOER-ME NA BOCA COMO UMA CANÇÃO

Dirigindo-se à comunidade escolar do ensino secundário, este projeto congrega teatro e música para ouvir a voz de seis poetas do século XX.

O fito deste encontro é facilitar a escuta e a apropriação pelos alunos, proporcionando outra forma de relacionamento com o texto poético.

Estudantes e professores são convidados a integrar o espetáculo, como poetas do século XXI.

Dois atores levam ao palco da escola 12 textos de 6 poetas, numa peça-concerto que tem a língua portuguesa como protagonista.

Paulo Matos e Soraia Sousa dizem, cantam, exploram as palavras e os seus sentidos, dando corpo a uma seleção de poemas que reflete sobre o sofrimento e o crescimento do sujeito poético.

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Ler poesia de outra maneira – Há Uma Voz Que Bebo

Dirigindo-se à comunidade escolar do ensino secundário,

este projecto congrega teatro e música para ouvir a voz de seis poetas do século XX.

O fito deste encontro é facilitar a escuta e a apropriação pelos alunos, proporcionando outra forma de relacionamento com o texto poético.

Estudantes e professores são convidados a integrar o espetáculo, como poetas do século XXI.

Dois atores levam ao palco da escola 12 textos de 6 poetas, numa peça-concerto que tem a língua portuguesa como protagonista.

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NOVAS DATAS A ANUNCIAR